sábado, 31 de janeiro de 2009

O Procurado



É muito engraçado o fato de um filme pecar por tentar ser mais elaborado em seu roteiro.
Barulhento (duas indicações ao oscar refente ao som) cheio de cenas de ação, sem nenhuma novidade, o filme tem em seus primeiros minutos um bom tratamento para com o personagem principal que aos poucos vê um novo mundo se abrir pra ele, entendendo assim porque o convencional não lhe fazia mais sentido.
Então partimos para o "recheio" no novo mundo, muitas cenas de ação, todas descartáveis, com direito aos velhos slows que se tornaram regra após Matrix. No final voltamos a fixar-se no roteiro que contradiz os personagens, mas que por ter sido mal conduzido já não causa nenhuma surpresa ao espectador, soando até como uma "lição de moral" sobre o homem que se transforma pelo excesso de poder, que de modo como é colocado se torna desnecessária sempre, ainda mais em um filme como esse.

Na Mira do Chefe



Dos filmes que tiveram alguma indicação ao oscar esse foi o que mais me chamou a atenção, ele concorre apenas pelo roteiro original, e dificilmente ganhará devido aos fortes indicados na categoria. Trata-se de uma comédia "mix", humor negro a lá Coen's Brothers, um ou outro dialogo a lá Tarantino e personagens perturbados pelo passado, pelo presente e principalmente por captarem a atmosfera ao seu redor, algo parecido com o que Scorsese faz.
Exagero de minha parte? Obviamente que sim. Mas no meio de tantos filmes cheio de maneirismos, que se perdem pelo meio do caminho esse ao menos diverte e prende até o final, tornando-se original por conseguir unir o melhor de cada referencia.
É incrível como as coisas acontecem, quando é pra dar tudo certo, dá tudo certo mesmo, até o sempre inexpressivo Colin Farrell surpreende ao levar bem o personagem, que é até um pouco ingrato para o ator.

*A cena do suicídio/assassinato já é uma das melhores do ano.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quem Quer Ser Milionário?



Os créditos finais do filme mostram os personagens em um número de dança, acredito que isso exemplifique bem todo o teor do filme que não vai além de uma fantasia bobinha, que peca por flertar com a realidade de modo cru.
O que dizer de um filme que tem como abordagem principal os flash backs? Uma montagem digna de sua necessidade, que se sobressaia, não é o que acontece.
As respostas do personagem partem de situações vividas por ele, outra grande pergunta pendente é como o personagem associa as situações, já que nem o filme consegue dar essa resposta, só consigo pensar no fato de tal associação partir do fato dessas situações serem quase sempre extremas, armas, fugas, amor, ect...
A história de amor é mal conduzida, não pela velha questão da "química" do casal, mas pelo fato de os dois pouco se encontrarem, não há química e muito menos construção em desencontros.
Não é um filme pra ser levado á sério e insisto que a conclusão depois de toda tensão ratifica a bagunça, uma morte por punição e um milhão por coincidências, o conhecimento que estranhamente surge do dia a dia e a maldade que brota do mesmo lugar de maneira mais concebível.