quinta-feira, 9 de abril de 2009

Viridiana



Tenho um passáro que apareceu por acaso aqui em casa, todos as vezes que o vejo na sua gaiola me pergunto:
Como deve ser triste ficar ai dentro, quando se sabe voar. A tentação de abrir a porta da gaiola e deixar ele partir é grande.

Por outro lado, quando faço esse questionamento sempre me dizem:
- Ele já é domesticado, não sobreviveria mais como um pássaro selvagem.
Isso me alivia um pouco, mas não me impede de pensar sobre o assunto, imagino ele sofrendo sozinho na cidade e olho para ele sentindo que está sofrendo na gaiola, assim é Viridiana filme do mestre Luis Buñel, a certeza de fazer o bem parece algo tão simples que não questionamos a reais consequências do ato.

Buñuel é deliciosamente cruel e sádico e o sacrifício óbvio e louvávavel da personagem se torna a cada minuto mais inútil. Buñel é um diretor que me amedronta, sua imagem, seus pensamentos e principalmente seus filmes que como esse Viridiana constrói uma atmosfera poucas vezes ou nunca vista na história do cinema.
Como será que ele conseguia isso?

Um comentário:

  1. Você pretende com isso dizer que Howard Hawks é uma cópia mal projetada dos diretores citados (John Ford, Billy Wilder e Frank Capra), no cinema?

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